Colunista PORTa
Aline Carvalho

Diretora de Gente, Gestão e Frota na Norsul. Liderança autêntica, humana e corajosa. Cultura, protagonismo e agente de mudança.

O que é cabotagem?

PATRÍCIA BRENTANO
26 AGO '25

Na Idade Média, a cabotagem era vital para o comercio entre pequenos portos regionais do Mediterrâneo e do Atlântico europeu.

Caminhão de carga carregando contêineres no porto com guindastes azuis e brancos, embarcação ao fundo.

Recentemente, participei de um treinamento sobre comunicação e mídia, e um ponto chamou atenção: o desconhecimento do público em geral sobre o termo cabotagem. Afinal, você sabe o que significa?

A palavra vem do francês cabotage, derivada do verbo caboter, que quer dizer "navegar próximo à costa, de cabo em cabo".
Esse verbo, por sua vez, remonta ao latim caput (cabeça, ponta, cabo), origem da palavra "cabo" no sentido geográfico - aquelas saliências de terra que avançam sobre o mar. Assim, cabotagem designava, originalmente, a navegação feita acompanhando os cabos litorâneos, sem se afastar muito da costa.

Com o tempo, o conceito ganhou um sentido jurídico e comercial: passou a se referir ao transporte marítimo realizado entre portos de um mesmo país, em contraste com a navegação de longo curso, que conecta portos de diferentes nações.

Na Idade Média, a cabotagem era vital para o comércio entre pequenos portos regionais do Mediterrâneo e do Atlântico europeu. Entre os séculos 15 e 17, no auge das grandes navegações, o termo consolidou-se como contraponto às expedições oceânicas que cruzavam continentes.

No Brasil, desde a chegada dos portugueses em 1500, a prática já existia. Caravelas e embarcações menores transportavam açúcar, pau-brasil e outros produtos entre portos litorâneos para os grandes centros de exportação, como Salvador, Recife e, mais tarde, o Rio de Janeiro.

Sem estradas estruturadas no interior, o mar funcionava como o principal "fio condutor" de integração do território. Contudo, esse comércio estava restrito a embarcações portuguesas, sob rígido controle da Coroa.

O cenário mudou com a vinda da Família Real em 1808, quando o príncipe regente D. João VI decretou a Abertura dos Portos às Nações Amigas. Ainda assim, a cabotagem permaneceu regulada de forma distinta do comércio internacional, reservada a navios nacionais - uma forma inicial de "protecionismo marítimo" que perdura até hoje em diversos países.

No século 19, a cabotagem assumiu um papel central na integração nacional. Navios brasileiros transportavam café, açúcar, madeira, charque e até escravos entre portos como Rio de Janeiro, Santos, Salvador, Recife, Belém e São Luís. A atividade ganhou contornos legais com o Código Comercial de 1850, que formalizou a diferença entre navegação de longo curso e cabotagem.

No século 20, a legislação brasileira reafirmou a cabotagem como uma alternativa estratégica para integrar o imenso litoral do País e reduzir a dependência do transporte rodoviário.

Já no século 21, o conceito mantém seu duplo significado. Quando é analisado sob aspecto etimológico/histórico, significa navegar próximo à costa. Do ponto de vista jurídico e econômico: transporte marítimo de cargas e passageiros entre portos do mesmo país.

Atualmente, a cabotagem representa um dos pilares estratégicos da matriz logística brasileira. Com mais de 8 mil quilômetros de costa, o modal tem ampliado sua participação no transporte de cargas, conectando portos de Norte a Sul do País e oferecendo uma alternativa mais eficiente e sustentável ao rodoviário.

O setor, que já movimenta milhões de toneladas por ano, ganhou novo fôlego em 2024 com a entrada da Norcoast, companhia dedicada exclusivamente à cabotagem, trazendo mais competitividade e capacidade ao mercado. Hoje, empresas de diversos setores - da indústria ao agronegócio - enxergam na cabotagem não apenas uma solução de transporte, mas também um elo fundamental para integrar cadeias logísticas e fortalecer o comércio interno.

Além disso, a cabotagem desempenha um papel cada vez mais relevante nos compromissos de descarbonização da logística, reduzindo emissões e contribuindo para uma matriz de transportes mais equilibrada e ambientalmente responsável.

Tecon Santos 10: decisão estratégica ao Brasil

PATRÍCIA BRENTANO
24 JUL '25

O novo termina representa a ampliação da infraestrutura do País

Vista aérea de um porto com guindastes, containers e área de descarregamento ao lado de um corpo de água, com infraestrutura urbana ao fundo.

Recentemente, participei de um treinamento sobre comunicação e mídia, e um ponto chamou atenção: o desconhecimento do público em geral sobre o termo cabotagem. Afinal, você sabe o que significa?

A palavra vem do francês cabotage, derivada do verbo caboter, que quer dizer "navegar próximo à costa, de cabo em cabo".
Esse verbo, por sua vez, remonta ao latim caput (cabeça, ponta, cabo), origem da palavra "cabo" no sentido geográfico - aquelas saliências de terra que avançam sobre o mar. Assim, cabotagem designava, originalmente, a navegação feita acompanhando os cabos litorâneos, sem se afastar muito da costa.

Com o tempo, o conceito ganhou um sentido jurídico e comercial: passou a se referir ao transporte marítimo realizado entre portos de um mesmo país, em contraste com a navegação de longo curso, que conecta portos de diferentes nações.

Na Idade Média, a cabotagem era vital para o comércio entre pequenos portos regionais do Mediterrâneo e do Atlântico europeu. Entre os séculos 15 e 17, no auge das grandes navegações, o termo consolidou-se como contraponto às expedições oceânicas que cruzavam continentes.

No Brasil, desde a chegada dos portugueses em 1500, a prática já existia. Caravelas e embarcações menores transportavam açúcar, pau-brasil e outros produtos entre portos litorâneos para os grandes centros de exportação, como Salvador, Recife e, mais tarde, o Rio de Janeiro.

Sem estradas estruturadas no interior, o mar funcionava como o principal "fio condutor" de integração do território. Contudo, esse comércio estava restrito a embarcações portuguesas, sob rígido controle da Coroa.

O cenário mudou com a vinda da Família Real em 1808, quando o príncipe regente D. João VI decretou a Abertura dos Portos às Nações Amigas. Ainda assim, a cabotagem permaneceu regulada de forma distinta do comércio internacional, reservada a navios nacionais - uma forma inicial de "protecionismo marítimo" que perdura até hoje em diversos países.

No século 19, a cabotagem assumiu um papel central na integração nacional. Navios brasileiros transportavam café, açúcar, madeira, charque e até escravos entre portos como Rio de Janeiro, Santos, Salvador, Recife, Belém e São Luís. A atividade ganhou contornos legais com o Código Comercial de 1850, que formalizou a diferença entre navegação de longo curso e cabotagem.

No século 20, a legislação brasileira reafirmou a cabotagem como uma alternativa estratégica para integrar o imenso litoral do País e reduzir a dependência do transporte rodoviário.

Já no século 21, o conceito mantém seu duplo significado. Quando é analisado sob aspecto etimológico/histórico, significa navegar próximo à costa. Do ponto de vista jurídico e econômico: transporte marítimo de cargas e passageiros entre portos do mesmo país.

Atualmente, a cabotagem representa um dos pilares estratégicos da matriz logística brasileira. Com mais de 8 mil quilômetros de costa, o modal tem ampliado sua participação no transporte de cargas, conectando portos de Norte a Sul do País e oferecendo uma alternativa mais eficiente e sustentável ao rodoviário.

O setor, que já movimenta milhões de toneladas por ano, ganhou novo fôlego em 2024 com a entrada da Norcoast, companhia dedicada exclusivamente à cabotagem, trazendo mais competitividade e capacidade ao mercado. Hoje, empresas de diversos setores - da indústria ao agronegócio - enxergam na cabotagem não apenas uma solução de transporte, mas também um elo fundamental para integrar cadeias logísticas e fortalecer o comércio interno.

Além disso, a cabotagem desempenha um papel cada vez mais relevante nos compromissos de descarbonização da logística, reduzindo emissões e contribuindo para uma matriz de transportes mais equilibrada e ambientalmente responsável.

Pensar diferente para mudar o jogo

PATRÍCIA BRENTANO
24 JUN '25

A estrutura logística do Brasil é marcada por um alto grau de reatividade.

Imagem de navios cargueiros com contêineres empilhados no porto, próximo a grandes guindastes para carregamento e descarregamento de mercadorias, sob céu azul com algumas nuvens.

Recentemente, participei de um treinamento sobre comunicação e mídia, e um ponto chamou atenção: o desconhecimento do público em geral sobre o termo cabotagem. Afinal, você sabe o que significa?

A palavra vem do francês cabotage, derivada do verbo caboter, que quer dizer "navegar próximo à costa, de cabo em cabo".
Esse verbo, por sua vez, remonta ao latim caput (cabeça, ponta, cabo), origem da palavra "cabo" no sentido geográfico - aquelas saliências de terra que avançam sobre o mar. Assim, cabotagem designava, originalmente, a navegação feita acompanhando os cabos litorâneos, sem se afastar muito da costa.

Com o tempo, o conceito ganhou um sentido jurídico e comercial: passou a se referir ao transporte marítimo realizado entre portos de um mesmo país, em contraste com a navegação de longo curso, que conecta portos de diferentes nações.

Na Idade Média, a cabotagem era vital para o comércio entre pequenos portos regionais do Mediterrâneo e do Atlântico europeu. Entre os séculos 15 e 17, no auge das grandes navegações, o termo consolidou-se como contraponto às expedições oceânicas que cruzavam continentes.

No Brasil, desde a chegada dos portugueses em 1500, a prática já existia. Caravelas e embarcações menores transportavam açúcar, pau-brasil e outros produtos entre portos litorâneos para os grandes centros de exportação, como Salvador, Recife e, mais tarde, o Rio de Janeiro.

Sem estradas estruturadas no interior, o mar funcionava como o principal "fio condutor" de integração do território. Contudo, esse comércio estava restrito a embarcações portuguesas, sob rígido controle da Coroa.

O cenário mudou com a vinda da Família Real em 1808, quando o príncipe regente D. João VI decretou a Abertura dos Portos às Nações Amigas. Ainda assim, a cabotagem permaneceu regulada de forma distinta do comércio internacional, reservada a navios nacionais - uma forma inicial de "protecionismo marítimo" que perdura até hoje em diversos países.

No século 19, a cabotagem assumiu um papel central na integração nacional. Navios brasileiros transportavam café, açúcar, madeira, charque e até escravos entre portos como Rio de Janeiro, Santos, Salvador, Recife, Belém e São Luís. A atividade ganhou contornos legais com o Código Comercial de 1850, que formalizou a diferença entre navegação de longo curso e cabotagem.

No século 20, a legislação brasileira reafirmou a cabotagem como uma alternativa estratégica para integrar o imenso litoral do País e reduzir a dependência do transporte rodoviário.

Já no século 21, o conceito mantém seu duplo significado. Quando é analisado sob aspecto etimológico/histórico, significa navegar próximo à costa. Do ponto de vista jurídico e econômico: transporte marítimo de cargas e passageiros entre portos do mesmo país.

Atualmente, a cabotagem representa um dos pilares estratégicos da matriz logística brasileira. Com mais de 8 mil quilômetros de costa, o modal tem ampliado sua participação no transporte de cargas, conectando portos de Norte a Sul do País e oferecendo uma alternativa mais eficiente e sustentável ao rodoviário.

O setor, que já movimenta milhões de toneladas por ano, ganhou novo fôlego em 2024 com a entrada da Norcoast, companhia dedicada exclusivamente à cabotagem, trazendo mais competitividade e capacidade ao mercado. Hoje, empresas de diversos setores - da indústria ao agronegócio - enxergam na cabotagem não apenas uma solução de transporte, mas também um elo fundamental para integrar cadeias logísticas e fortalecer o comércio interno.

Além disso, a cabotagem desempenha um papel cada vez mais relevante nos compromissos de descarbonização da logística, reduzindo emissões e contribuindo para uma matriz de transportes mais equilibrada e ambientalmente responsável.

Venha navegar conosco

PATRÍCIA BRENTANO
20 MAI '25

Na semana passada, tive a oportunidade de ministrar uma aula pelo projeto Executivos na Escola.

Homem sorridente com mochila escrevendo em um caderno ao ar livre em um ambiente urbano.

Recentemente, participei de um treinamento sobre comunicação e mídia, e um ponto chamou atenção: o desconhecimento do público em geral sobre o termo cabotagem. Afinal, você sabe o que significa?

A palavra vem do francês cabotage, derivada do verbo caboter, que quer dizer "navegar próximo à costa, de cabo em cabo".
Esse verbo, por sua vez, remonta ao latim caput (cabeça, ponta, cabo), origem da palavra "cabo" no sentido geográfico - aquelas saliências de terra que avançam sobre o mar. Assim, cabotagem designava, originalmente, a navegação feita acompanhando os cabos litorâneos, sem se afastar muito da costa.

Com o tempo, o conceito ganhou um sentido jurídico e comercial: passou a se referir ao transporte marítimo realizado entre portos de um mesmo país, em contraste com a navegação de longo curso, que conecta portos de diferentes nações.

Na Idade Média, a cabotagem era vital para o comércio entre pequenos portos regionais do Mediterrâneo e do Atlântico europeu. Entre os séculos 15 e 17, no auge das grandes navegações, o termo consolidou-se como contraponto às expedições oceânicas que cruzavam continentes.

No Brasil, desde a chegada dos portugueses em 1500, a prática já existia. Caravelas e embarcações menores transportavam açúcar, pau-brasil e outros produtos entre portos litorâneos para os grandes centros de exportação, como Salvador, Recife e, mais tarde, o Rio de Janeiro.

Sem estradas estruturadas no interior, o mar funcionava como o principal "fio condutor" de integração do território. Contudo, esse comércio estava restrito a embarcações portuguesas, sob rígido controle da Coroa.

O cenário mudou com a vinda da Família Real em 1808, quando o príncipe regente D. João VI decretou a Abertura dos Portos às Nações Amigas. Ainda assim, a cabotagem permaneceu regulada de forma distinta do comércio internacional, reservada a navios nacionais - uma forma inicial de "protecionismo marítimo" que perdura até hoje em diversos países.

No século 19, a cabotagem assumiu um papel central na integração nacional. Navios brasileiros transportavam café, açúcar, madeira, charque e até escravos entre portos como Rio de Janeiro, Santos, Salvador, Recife, Belém e São Luís. A atividade ganhou contornos legais com o Código Comercial de 1850, que formalizou a diferença entre navegação de longo curso e cabotagem.

No século 20, a legislação brasileira reafirmou a cabotagem como uma alternativa estratégica para integrar o imenso litoral do País e reduzir a dependência do transporte rodoviário.

Já no século 21, o conceito mantém seu duplo significado. Quando é analisado sob aspecto etimológico/histórico, significa navegar próximo à costa. Do ponto de vista jurídico e econômico: transporte marítimo de cargas e passageiros entre portos do mesmo país.

Atualmente, a cabotagem representa um dos pilares estratégicos da matriz logística brasileira. Com mais de 8 mil quilômetros de costa, o modal tem ampliado sua participação no transporte de cargas, conectando portos de Norte a Sul do País e oferecendo uma alternativa mais eficiente e sustentável ao rodoviário.

O setor, que já movimenta milhões de toneladas por ano, ganhou novo fôlego em 2024 com a entrada da Norcoast, companhia dedicada exclusivamente à cabotagem, trazendo mais competitividade e capacidade ao mercado. Hoje, empresas de diversos setores - da indústria ao agronegócio - enxergam na cabotagem não apenas uma solução de transporte, mas também um elo fundamental para integrar cadeias logísticas e fortalecer o comércio interno.

Além disso, a cabotagem desempenha um papel cada vez mais relevante nos compromissos de descarbonização da logística, reduzindo emissões e contribuindo para uma matriz de transportes mais equilibrada e ambientalmente responsável.

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Mulher sorridente usando camisa azul segurando um tablet, em um porto com contêineres empilhados ao fundo e uma empilhadeira ao lado.

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